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31.3.07
Solo me queda
un puñado de vos,
una gota de tiempo,
un retazo del sol.
Solo me queda
una derrota en tu honor,
un camino sin rumbo,
me queda alguna razón.
Igual te busco
detrás de cada canción.
Existe un mundo,
un sueño, alguna ilusión.
Hoy descubro es verdad,
solo eres real dentro de mi.
Solo me queda
un silencio y tu voz.
Solo punto en el tiempo
pararme a mirar quien soy.
Solo me queda
un disfraz de bufón,
un eterno recuerdo
de lo que fue nuestro amor.
Igual te busco
detrás de cada canción.
Existe un mundo,
un sueño, alguna ilusión.
Hoy descubro es verdad,
solo eres real dentro de mi.
Igual te busco
detrás de cada canción.
Existe un mundo,
un sueño, alguna ilusión.
Hoy descubro es verdad,
solo eres real dentro de mi.
Y si me enredo en el fondo de mi alma conmigo otra vez;
será la noche mi amiga de nuevo tal vez;
será mejor no mirar atrás;
será que el tiempo sabio guarda;
será que es cierto cada segundo te alejas más.
Igual te busco
detrás de cada canción.
Existe un mundo,
un sueño, alguna ilusión.
Hoy descubro es verdad,
solo eres real dentro de mi.
Igual te busco
detrás de cada canción...
Hoy te siento es verdad
que te vuelves tan real dentro de mi.
Igual te busco
detrás de cada canción.
Existe un mundo,
un sueño, alguna ilusión.
Hoy descubro es verdad,
solo eres real dentro de mi.
Igual te busco
en cada canción.
Te busco,
desnudo mi corazón.
Hoy descubro es verdad
que solo eres real dentro de mi.
(Nelson John)
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16.3.07
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11.3.07
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8.3.07
"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta,
mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude,
e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também
preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente,
ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco
em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez
seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie
logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo:
"Olha que estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua,
nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas,
o outro não me exponha nem me ridicularize
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás
de mim reclamando: "Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!"
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo:
"Pôxa, mais um?"
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura,
o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro " filho, amigo, amante, marido " não me considere sempre disponível,
sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo
ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou,
nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte,
incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher."
Crônica extraída do livro
"Pensar é transgredir",
de Lya Luft
FELIZ DIA DA MULHER
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